“O Sonho NÃO acabou”, um papo com o 1º editor de Sandman – Parte Final

Essa matéria foi publicada originalmente nesse link lá no site do Dínamo em 2014.

E chegamos ao final; você terá que acordar muito em breve. Porém, enquanto ainda está nesse espaço “dinâmico” do Sonhar, que tal dar pulinho até a Biblioteca do Mundo dos Sonhos para descobrir informações que até então eram um Mistério.

* Como Sandman venceu a crise econômica antes do início do plano real?

* Qual o sentimento dos leitores que quase viram sua revista ser cancelada?

* Qual foi a colaboração da Devir nisso tudo?

Mas alerto que não será Lucian o Bibliotecário, que estará lhe esperando com essas respostas. E sim, Leandro Luigi Del Manto, o editor responsável pela primeira versão brasileira de Sandman. A pessoa que encarou a crise e fortes emoções ao editar essa revista. Ele também nos conta sobre:

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*A carta e a chance de conhecer o Pai do Sonho (o Gaiman) e como esse autor britânico o homenageou.

*Como foi a tomada de decisão ao se traduzir os nomes dos Perpétuos.

*E as brincadeiras com as capas de Dave Mckean.

E se você acha que é muita informação além do que está nesse post e nesse… Leia tudo até o fim que tem MMMUITO mais revelações raras vezes divulgada no Brasil sobre o passado das HQs. Você já se sente cansado só de ler essa chamada?

Mas, eu não deixaria de ler o post se fosse você…

Parte 3 – Morfeus VS o Plano Collar: E o Reconhecimento e Homenagens de Neil Gaiman

 

Leitores de HQ… Agradeçam aos Formatinhos!

Vagnerd Abreu: Como eram as vendas da revista? Era possível comparar com as vendagens das revistas nacionais de Super-Heróis? É possível comparar com as vendas da versão americana?

Leandro Luigi Del Manto: Bom, já disse anteriormente que as vendas dela eram em torno dos10 mil, mais ou menos… Mas, certamente, não dava pra comparar com as vendas americanas de jeito nenhum.

Eram dois “mundos” diferentes. E acho que aqui vale uma boa explicação para o famigerado“formatinho”… Muita gente não sabe, mas se os quadrinhos não tivessem migrado para esse formato gráfico, não haveria chances de se publicar mais nada do gênero. Sério mesmo!

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Nos anos 1970, o mundo todo passou por uma crise financeira violenta. Foi a chamada “Crise do Petróleo”. As coisas ficaram muito difíceis em diversos setores da indústria. Os preços de tudo subiram vertiginosamente. Foi um caos!

O papel, que ainda hoje é um item muito caro, começou a encarecer demais na época, e as editoras viram por bem tomar medidas econômicas severas: uma forma de baratear as publicações infantis (na época, todo e qualquer quadrinho era encarado como coisa de criança mesmo!) foi reduzir o formato.

Para se ter uma ideia bem simples da coisa, basta dizer que o formatinho permite que se use a metade da quantidade de papel. Com a mesma quantidade de papel usada para se imprimir uma revista de 32 páginas no formato americano você poderia imprimir duas no formatinho. Isso já vinha sendo feito desde a década anterior, mas, a partir dos anos 1970, isso meio que se tornou o “formato oficial” de quadrinhos no Brasil. Então, se não tivessem existido o “formatinho”, os quadrinhos praticamente teriam morrido. Simples assim.

O grande problema do Brasil: Distribuição (de revista, de terra, de renda…)

Del Manto: Bom, já deu pra ver que o mercado americano de quadrinhos era muito diferente do brasileiro só pelas diferenças de formato das revistas. Mas o que diferenciava ambos de maneira “brutal” era a forma de distribuição.

Nos EUA dos anos 1980, o tal “mercado direto” já era uma realidade. As editoras divulgavam para os lojistas o que iriam publicar num determinado mês e, conforme os pedidos eram feitos, estabeleciam um número de tiragem junto às gráficas.

Aqui no Brasil era tudo meio no “achismo”. Alguém numa editora qualquer pegava o projeto editorial e, baseado nas tendências do mercado, dava um número de tiragem.

A distinção de públicos no Brasil

Daí, essa impressão da revista ia para a distribuidora, que se encarregava de tentar distribuir o título da melhor maneira possível pelo país. Só depois de uns três meses, quando a revista já havia sido recolhida das bancas e voltava para a editora é que se poderia ter um número exato de quanto tinha vendido de verdade.

Era um sistema muito arriscado. Ainda hoje, muitas publicações são feitas dentro desse sistema, mas são revistas que sobrevivem de receitas publicitárias, assinaturas etc. Então, como eu disse, eram mercados totalmente diferentes, e as regras de um nem sempre funcionavam no outro, sabe? Isso tudo, sem falar nas diferenças culturais etc. Uma revista pode vender muito bem num país, mas ser um verdadeiro fiasco em outro.

Na época em que Sandman foi lançada no Brasil, uma revista de super-heróis como a doHomem-Aranha (da Abril) vendia por volta dos seus 80 mil exemplares (que, por sua vez, era bem inferior ao de uma revista em quadrinhos infantil, por exemplo). Essas diferenças de vendas causavam uma dor de cabeça no pessoal dos departamentos comerciais das editoras de então. Afinal, a grosso modo, quadrinhos eram quadrinhos, certo?

Então, por que tanta diferença nas vendas? Foi isso que acabou definindo os quadrinhos no Brasil em três tipos distintos: infantis (que vendiam muito bem), infanto-juvenis (ou de “super-heróis”, que vendiam bem) e os adultos (que vendiam menos que bem, mas que podiam custar mais caro porque eram para um público… hã… adulto).

 

Vagnerd: Conte-nos sobre o envolvimento da Devir na publicação de Sandman.

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Del Manto: O início dos anos 1990 no Brasil foi um período terrível na economia do país. Estavamos todos sofrendo com o tal “Plano Collor”, que visava conter a inflação, mas acabou se tornando um pesadelo em toda a população. As vendas de revistas despencaram nesse período. E Sandmannão foi exceção…

Assim, em Janeiro de 1993, publicamos a edição # 38 (a primeira história do pequeno arco chamado Convergência, mas era quase certo que não conseguiríamos dar sequência à série.

Tudo indicava que Sandman terminaria naquele número. Os meses se passaram e nada da situação econômica melhorar. Foram tempos terríveis mesmo. Muita gente perdeu emprego…

Num momento assim, quem tinha ânimo para ler quadrinhos? Foi tudo muito desesperador, sabe?

O reforço necessário da Devir…

 

Del Manto: Então, já no segundo semestre de 1993, as coisas começaram a melhorar, mas muito lentamente. Nisso, fomos procurados pelo Mauro Martinez dos Prazeres e peloDouglas Quinta Reis (donos e fundadores da Devir).

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Eles nos ofereceram uma parceria de coedição. Nós, na Globo, continuaríamos produzindo Sandman e aDevir bancaria os custos gráficos de uma tiragem limitada para que pudessem distribuir a revista paracomic shops e pontos especializados de quadrinhos (mais ou menos, como era feito nos EUA).

Eu já conhecia o Mauro e o Douglas de anos atrás, antes de eu começar a trabalhar na Abril, e fiz de tudo para que o acordo desse certo. Assim, em Novembro de 1993, era lançada Sandman # 39, com a segunda história de Convergência.

Nota: A Devir é uma editora reconhecida por trazer para o Brasil diversos títulos de RPG de sucesso. Isso ainda no início da década de 90. Entre as linhas publicadas pela Devir estão: Vampiro: A Máscara, Lobisomem: O Apocalipse, Gurps eDungeons & Dragons 3.5.

Como evitar  o cancelamento do título

Vagnerd: Os leitores demonstraram preocupação com o cancelamento da revista?

Del Manto: Demais! E eu me sentia muito mal com aquela situação toda… Não havia muito o que dizer além de que eu estava fazendo de tudo para tentar trazer o título de volta. E não era mentira.

O problema era que, logo depois de termos lançado Sandman # 38, por causa daquela crise econômica, a Redação de Quadrinhos da Globo praticamente deixou de existir por uma semana.

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A editora não sabia exatamente como reverter aquela situação e, diante dos fatos, a Redação iria fechar mesmo. Algumas pessoas até poderiam ser reaproveitadas em outras revistas, mas seria algo muito difícil, pois os“cortes” vinham acontecendo em todas as redações há alguns meses… Tudo muito deprimente, sabe?

 

Vagnerd: Ao editar uma obra tão referente quanto Sandman e tendo que lidar com o custo,  o que é importante ter em mente?

Del Manto: Por mais paradoxal e infame que isso possa soar, era importante não sonhar demais! As vendas de Sandman sempre foram muito modestas. Então, não dava pra ficar “viajando” querer fazer capa com hot stamp ou reserva de verniz ou papel cuchê 180g… É difícil “visualizar” isso, mas Sandman ainda não era aquele título bem-sucedido que imaginamos hoje.

Era uma revista cult, que um grupo muito seleto de pessoas conhecia. A diferença era que algo estava mudando… e talvez Sandman tenha sido parte dessa mudança. Acredito seriamente que a revista consolidou a base dos quadrinhos adultos que conhecemos hoje.

E isso não foi mérito meu, mas da revista mesmo. Meu trabalho foi só cuidar para que tudo fosse feito direito. Esse é o trabalho de um Editor! E as mudanças de papel, de tiragem, de distribuição… todas elas foram feitas tendo uma coisa em mente: manter a revista viva!

 A primeira tradução brasileira

Vagnerd: Quais os cuidados que a Redação tomou ao traduzir termos e nomes dos personagens?

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Del Manto: A tradução era feita fora, por um estúdio, mas eu adaptava e revisava as traduções antes das mesmas serem enviadas para o letrista. Todos os nomes e termos foram definidos por mim. Quando possível (e se soasse bem), eu mantinha alguns nomes em Inglês mesmo.

Afinal de contas, estávamos lidando com um tipo diferente de leitor, mais culto e que gostava de pesquisar e ler outras coisas além de quadrinhos.

Um dos tradutores que assumiu a tarefa num dado momento da revista queria que nós mudássemos a maneira como traduzimos inicialmente “Dream” (Sonho) e “Death”(Morte) para que todos os Perpétuos tivessem seus nomes (ou designações) começando com a letra “D”. A sugestão dele tinha sido mudar “Sonho” para “Devaneio”… e “Morte” para algo como “Decesso” (graças aos Sem-Fim, eu não consigo me lembrar da palavra que ele tinha sugerido!).

Seja como for, é como eu disse… Os leitores assíduos deSandman estavam num outro patamar cultural. Não se podia jamais tratá-los como “idiotas”.Por isso mesmo, em algumas ocasiões, preferi manter algumas palavras no original.

Nota do Vagnerd: Essa discussão também foi abordada lá no 3º Comic Pod sobre Sandman.

Como Del Manto virou personagem de Sandman?

Del Manto: Uma coisa engraçada aconteceu em Sandman # 43, a terceira parte do arco Vidas Breves. Um personagem (Farrell) está falando com alguém ao telefone, e esta pessoa se chama“Leandro”.

Muita gente achou que eu havia alterado o original e colocado o meu nome ali de propósito, como eu e muitos outros editores já haviam feito no passado (na Abril). Mas esse tipo de brincadeira foi algo de que me arrependo. E eu jamais faria isso com Sandman

leandro-citado-em-sandman-43

No entanto, como vim a saber depois pelo próprio Gaiman, aquilo foi uma brincadeira que ele fez comigo, inventando um personagem que estivesse resolvendo algum problema para Farrellem Nápoles (que o autor escolheu por causa do meu sobrenome italiano, mas sem saber que, de fato, esta era a cidade natal de meu avô paterno). Sem saber, eu acabei fazendo uma “ponta” na história, mas pouquíssimas pessoas sabiam disso até agora.

Vagnerd: Informação EXCLUSIVA para leitores do Dínamo!

 A Carta recebida pela redação da Globo

Vagnerd: É verdade que o próprio Neil Gaiman enviou uma carta para a redação da Globo elogiando a versão nacional de Sandman? 

Del Manto: Sim, foi isso mesmo. A revista estava no # 21 acho [Nota do Vagnerd: foi na edição #22 na verdade], e foi uma grata surpresa.

Na verdade, ele mandou um cartão postal bastante simpático pra Redação. A princípio, fiquei relutante em publicar a carta, pois poderia parecer que eu estava me gabando e coisa e tal. Não curto muito essas coisas… Mas, depois, acabaram me convencendo a publicá-la. E os leitores acabaram curtindo isso.

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Ele realmente gostava muito da versão brasileira (assim como o McKean!) e, numa carta posterior, acabou revelando que também tinha o cartaz de banca (um pôster) da segunda edição da mini Orquídea Negra (escrita por ele e ilustrada pelo McKean) lançada pela Globo.

Nota do entrevistador: Saudosa época de pôsteres nas bancas.

Ele também curtiu bastante termos usado a arte de um pôster da Orquídea como capa da edição encadernada (curiosamente, foi a mesma arte usada na capa da versão lançada pelaPanini aqui).

Ele foi extremamente simpático e solícito com a gente. Foi graças à intervenção dele junto a DC Comics que passamos a receber cromos das capas de Sandman, o que facilitou demais o nosso trabalho no Brasil. Antes, tínhamos de gerar uma prova fotográfica da capa a partir dos fotolitos e fazer os retoques manualmente. Era um trabalho quase artesanal!

Depois, com os cromos, não só a qualidade do nosso trabalho aumentou, como passamos a ganhar tempo. Depois, ele aceitou fazer um prefácio para a primeira parte da saga Um Jogo de Você, a partir de Sandman # 32. Saber que ele curtia o nosso trabalho foi uma grande recompensa para mim!

Vagnerd: A seguir, o prefácio exclusivo da edição brasileira da Globo mencionado pelo Leandro acima. Clique nas imagens para ampliar.

O Contato com Neil Gaiman

Vagnerd: Você se encontrou com Neil Gaiman em uma das vezes em que ele veio ao Brasil? Como foi esse contato?

Del Manto: Eu o encontrei na primeira vez em que esteve aqui e, muitos anos depois, quando a Conrad estava lançando aquelas edições bonitas em capa dura da série.

Na primeira vez, eu meio que fiquei encarregado de levá-lo a onde quer que ele quisesse… Além do evento HQ Mix, fizemos alguns passeios bem legais, como visitar o MASP [Museu de Arte de São Paulo] (e a feira de antiguidades que ficava embaixo do museu), ir ao Ibirapuera. Também pudemos almoçar e jantar algumas vezes, o que foi muito divertido!

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Numa das ocasiões, fomos numa churrascaria, e ele disse nunca ter visto tanta comida sendo servida. Gaiman mandou ver em todas as carnes! Ele adorou ter bebido o refrigerante de Guaraná e curtiu muito experimentar caipirinha, que o Douglas (da Devir) batizou em Inglês como “little country girl”.

Num jantar em que ficamos só eu e ele conversando, Gaiman me contou quais eram seus planos para a série e me mostrou o roteiro do crossover de Morpheus com o Sandman da série escrita por Matt Wagner (Sandman Mystery Theater) [Nota do Vagnerd: Publicado recentemente pela Panini no encadernado Dias de Meia-Noite].

Conversamos muito sobre arte, quadrinhos, Twin Peaks eAngelo Badalamenti [Nota Vagnerd: compositor ítalo-estadunidense, conhecido por trilhas sonoras dos filmesBlue Velvet, Twin Peaks Cidade dos Sonhos de David Lynch].

Neil Gaiman é uma das pessoas mais simpáticas que já conheci!

Na última vez que nos falamos, tomamos café da manhã no hotel onde estava hospedado e foi muito engraçado, pois ele estava completamente sem voz por causa sessão de autógrafos da noite anterior e ele ficava sussurrando no meu ouvido. Parecia que ele estava me revelando todos os segredos do mundo!

O Sonho está quase acabando

Vagnerd: Analisando todas as dificuldades que enfrentou para publicar o título na integra no Brasil, o que você sentiu quando teve que publicar a última edição de Sandman?

Del Manto: Missão cumprida. As últimas edições contaram também com o trabalho do Paulo Pompeo, que ficou no meu lugar quando deixei a Globo.

Ainda assim, deixaram que eu acompanhasse a produção da revista e fizesse o fechamento (além das adaptações que eu fazia das traduções). O texto de despedida me emociona ainda hoje, e foi sincero. Poder editar a revista Sandman foi uma das maiores honras que tive na vida. E foi uma experiência engrandecedora!

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Vagnerd: Agora vamos aos seus gostos. Qual edição de “Sandman” que mais lhe perturbou, incomodou ou chocou? Por quê?

Del Manto: A edição número 6 foi a que mais me chocou pela violência. Não a violência visual em si, mas a facilidade como podemos imaginar isso acontecendo no nosso mundo. Isso me incomoda, sabe?

Quando vemos um filme de terror, cheio de sangue, monstros etc, sabemos que aquilo é falso, certo? Isso não choca. Mas quando olhamos algumas das sequências de Sandman # 6… Bem… Muitas delas poderiam estar acontecendo neste exato instante em qualquer lanchonete do mundo. E é essa possibilidade que me incomoda.

Vagnerd: Qual o seu personagem preferido em Sandman? 

Del Manto: Meu preferido é o próprioMorpheus. Sempre adorei a temática do sonho e acho que Neil Gaimansoube imprimir muito bem a complexidade do tema no personagem. E ele reflete muitas questões minhas. Ele não é perfeito e comete erros como todos nós. Usar esse recurso num personagem sem ser piegas é muito difícil.

Vagnerd: Qual o seu arco de histórias ou edição preferido?

Del Manto: Sem dúvida, meu arco preferido de histórias é Estação das Brumas, pois foi onde a mitologia da família dos Perpétuos começou a ser explorada com mais profundidade e Gaiman voltou ao tema de Céu e Inferno na série. Também foi uma saga que trouxe a arte deKelley Jones, um dos meus artistas prediletos da série (ao lado de Charles Vess e P. Craig Russell!).

A despedida a um amigo

Vagnerd: Muitos leitores lembram com nostalgia o bom trabalho que você fez como editor da revista “Sandman”. Deixe um recado aqueles que ainda adoram o seu trabalho.

Del Manto: Até hoje ainda “encontro” algum leitor de Sandman na internet e batemos ótimos papos. Fico impressionado por gostarem tanto da série editada por mim e faço questão de mostrar minha gratidão, pois realmente sou grato a toda essa legião de fãs de Sandman. Foi graças ao retorno de cada um deles que pude fazer um trabalho cheio de paixão e inspiração.

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Agradecimentos

Não existe outro jeito de terminar essa looonga entrevista que rendeu 3 posts para o Dínamo  sem agradecer ao próprio  entrevistado Leandro Luigi Del Manto por essa agradável conversa.

(Me dirijo a ele agora): Leandro, mais do que isso, quero realmente destacar a importância que foi o teu trabalho para esse título tão cult, mas com um publico tão especial.

Obrigado, amigão,  por ter tido peito e encarado tudo o que foi possível para “não deixar o Sonho acabar”. É de exemplos como o seu que os profissionais que trabalham com arte sequencial em uma nação que acha que isso é “coisa de criança”, precisam. Não só que trabalha com HQ, mas também a todos os sonhadores que estão procurando pelo “trabalho que nos torna vivo”.

Valeu também a todos que fizeram um esforço “morfético” para driblar a distração oferecida pela Internet e ler cada palavra dessa entrevista até o final. É por leitores vocês que tenho orgulho de escrever para oDínamo. A todos vocês sonhadores,  procurando seu Destino, a seguinte frase do Gaiman:

“Façam boas artes.”

Atenção: Se você gostou do conteúdo apresentado nessa postagem (ou nessa e essa) e está interessado em adquirir material relacionado a Sandman ou ao Gaiman, clique nos links nessa linha e compre apoiando o Dínamo Studios no Submarino.

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