Entrevista com autora Ana Lúcia Merege

Essa entrevista foi publicana originalmente no 3 Sagas – site sobre literatura fantástica que colaboro.

Ana Lúcia Merege é contadora de histórias desde que se conhece por gente. Atualmente trabalha na Biblioteca Nacional, mas sua vocação maior sempre foi escrever. Essa carioca sorridente escreve sobre fantasia, tendo aos poucos criando um universo próprio e inspirado na mitologia nórdica para sediar as suas narrativas, Athelgard.

imekmgFM_400x400Mas somente em primeira vista esse mundo é influenciado pelas lendas escandinavas. Há muito mais referências nesse universo riquíssimo que ela criou. Histórias vindas da cultura grega, árabe e definitivamente indígena.

Ana já publicou, pela editora Dracco, os romances “O Castelo das Águias” (2011) e a “Ilha dos Ossos” (2014) e também os títulos“Pão e Arte” (pela Escrita Fina), “O Caçador” (Franco Editora) e“O Jogo do Equilíbrio” (Fábrica do Livro). Em entrevista ao 3 Sagas, comenta sobre as influências de Tolkien e George R. R. Martin; explica como funciona a cosmologia e geografia de Athelgard (e as inspirações vindas de tradições místicas reais) e apresenta seu ponto de vista sobre o quão influente um leitor pode ser para o autor.

Então, sem mais delongas, subam nesse drakkar e deixem que Ana lhe guie pela terra mitológica de Athelgard!

 ***

Vagner Abreu: Ana como você passou a trabalhar da Biblioteca Nacional (BN) à escritora? Como e quando descobriu a vocação de contar histórias?

Ana Lúcia Merege: Muito antes de trabalhar na BN ​eu já escrevia. Escrevo desde bem pequena, bem pequena mesmo. Boa parte dos meus desenhos de criança tinham legendas ou “balõezinhos” – eles ilustravam as histórias que eu inventava. Também gosto de contar, mas sempre escrevi, mesmo que as primeiras tentativas tenham sido ruins.

Vagner: Quando você começou a se interessar por fantasia? E por que escolher esse gênero literário como tema de seus romances?

Ana: ​Quando pequena eu gostava mais do gênero aventura, devorava os livros de Jack London e as adaptações de clássicos. Também sempre adorei mitologia, tanto a greco-romana quanto a nórdica e a indiana (eram as que eu conhecia melhor quando criança, através dos livros que tínhamos em casa). Mas lia de tudo, absolutamente tudo, e lia muito. Acho que o interesse por fantasia como gênero surgiu a partir da leitura de “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley, de “A História sem fim”, de ​Michael Ende e de “O Senhor dos Anéis”, de Tolkien, todos lidos por volta dos meus 16 ou 17 anos. Eu já escrevia dentro desse gênero de forma empírica, mas a consciência do que era e de que eu estava fazendo isso surgiu aí.

61Korem8uGLVagner: Quais os autores que mais te influenciaram? E quais deles mais lapidaram a sua escrita?

Ana: Diria que foram os três citados acima. Stephen King não é um dos meus autores favoritos, embora eu goste, mas há um livro dele que sempre recomendo para escritores, chamado “On Writing”. Claro que gosto de muitos outros, bons autores sempre nos ensinam alguma coisa. Aprendi muito lendo Neil Gaiman, Bernard Cornwell, J. K. Rowling – dependendo do trabalho, escrevo para públicos parecidos com os deles, e, ao lê-los, tenho boas noções do que funciona e do que não funciona.

 Vagner: Existem outros gêneros pelos quais você se interessa? Por quê?

 Ana:Quase todos. Gosto de ler, gosto de conhecer novas ideias, novos cenários, saber de histórias. Leio desde clássicos e contos de fadas a livros contemporâneos. Não sou muito fã de livros de espionagem nem de romances tipo “50 Tons”. Fora isso​, acho que encaro tudo. 

Vagner: Fale-nos sobre seu trabalho com literatura infanto-juvenil? Como e por que você começou a escrever para os pequenos?

​Ana: Não “decidi” escrever para jovens. Aliás, à exceção de meu livro “Pão e Arte”, publicado pela Escrita Fina, que é realmente juvenil, e de alguns textos na “Ciência Hoje das Crianças”, acho que os outros são para jovens na faixa de 15 anos para cima e para adultos (embora não tenham nada gráfico que eleve a faixa etária recomendada). Alguns de meus contos são mais para o “lado negro” mesmo. ​O que fiz foi simplesmente escrever – e as obras que saíram foram consideradas pelos editores como adequadas para o público adolescente ou jovem adulto. Hoje estou escrevendo um livro especificamente para um público na faixa dos 12 anos, e seguindo certos parâmetros que estabeleci, mas, à exceção das obras que mencionei, isso é quase uma novidade para mim. 

Vagner: Como é escrever fantasia para adultos e para crianças? O trabalho é diferente para cada público? De que jeito?

Ana: É diferente por causa dos personagens que aparecem como principais, do ponto de vista deles, de você escrever de uma forma mais direta, com menos conjecturas. É bem subjetivo e difícil de explicar, mas diria que, basicamente, trata-se de você estabelecer qual será a linguagem, qual será o ritmo, qual será o “tom” daquele texto. Com quem eu quero falar aqui? Quem se identificaria com esses personagens? ​É mais ou menos isso.

Vagner: Quais acontecimentos da sua vida pregressa a da carreira literária que mais influenciam a sua criatividade?

Ana: Tive uma vida bem legal antes de criar raízes (ainda tenho, mas agora sou meia “certinha”). Já fui da Hare Krishna, já fiz teatro, já dei aula pra crianças, já morei no exterior e viajei um pouco. E depois de voltar tive uma filha, que é uma experiência transformadora. Estou sempre tentando me reinventar, sempre vendo os sinais que a natureza me envia, sempre buscando a beleza e a harmonia nas pequenas coisas. E prestando atenção nas histórias que as pessoas contam. Acho que é daí que sai a maior parte da inspiração.

Vagner: E como é o seu processo criativo? O que te inspirar a criar romances e contos? E como você faz para combater o pesadelo do bloqueio criativo?

Ana: As histórias surgem muito a partir de imagens, de conceitos, às vezes até do título. Crio muito em torno de cenas isoladas que me ocorrem e me parecem interessantes. Não tenho mais bloqueio criativo porque escrevo muitas histórias ao mesmo tempo; posso me cansar de uma e mexer em outra, pode acontecer de uma empacar e até de eu desistir dela, mas estou criando, sempre. ​

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Vagner: Como você define as obras “A Ilha dos Ossos” e “O Castelo das Águias”? Para quem está lendo essa entrevista e possa se interessar por sua arte, o que podem encontrar nesses livros?

Ana: São livros de fantasia que misturam elementos de magia (inclusive algo das tradições mágicas mesmo, como a ideia doPensamento-Forma*) com romance, aventura, batalhas, um pouco de suspense​, criaturas fantásticas… Tem uma mensagem por trás, que é uma mensagem de harmonia, de tolerância, embora seus personagens às vezes sejam como o Quixote, que sonham sonhos impossíveis e têm de vencer guerras em troca da paz. Não tenho a pretensão de ter criado uma história originalíssima, mas acho que ela é coerente, bem contada e agradável de ler.

Deixo o link sobre as principais influências que o leitor pode encontrar em O Castelo das Águias.

*NE: Pensamento-Forma, ou Forma-Pensamento, de acordo com a tradição mística da teosofia são criações mentais que usam a matéria astral para compor algo de acordo com as características do pensamento. Essas criações podem ser positivas ou negativas depende da crença da pessoa ou (conjunto delas). Para maiores informações, procure os livros de Helena Blavatsky.

Vagner: As histórias de “A Ilha dos Ossos” e “O Castelo das Águias” se passam em um universo fictício assim como a Terra-Média de Tolkien e Westeros de Martin. Para você, o que é preciso ter em mente ao criar um mundo completamente novo?

Ana: Na verdade, as histórias foram surgindo, algumas eram de magos, outras de saltimbancos, outras de caçadores​… um dia eu decidi que cabia tudo no mesmo universo e criei Athelgard e suas diferentes regiões. O mais importante é que haja coerência na forma como as coisas acontecem. Cada sociedade que você cria tem de ter suas regras, pessoas, hábitos e uma história que seja condizente com o que eles são, com o clima em que vivem, com as relações que têm com outros povos…

 O leitor tem de ser capaz de imaginar as pessoas e o cenário que você descreve e compreender as atitudes do personagem no contexto em que ele está, mesmo que não concorde com elas. Não acho que você precisa chegar a extremos de criar um idioma para cada raça, descrever os detalhes da roupa ou das divisões da moeda, mas fornecer detalhes aqui e ali que mostrem a diversidade e tornem aquele um universo rico.

Outra coisa: Athelgard, assim como Westeros, é um universo que em muito se baseia na Idade Média, mas não é a Europa medieval. As relações entre classes ou gêneros, as instituições etc. não precisam ser coerentes com a realidade medieval e sim com a daquele universo, do jeito que ele é. Eu decidi que não haveria pólvora ou imprensa, mas posso ter alguma outra coisa que ainda não existia, já não existia ou nunca existiu na Idade Média e isso ser perfeitamente plausível em Athelgard.

10384728_10202288912772088_2495571887938532276_nVagner: Vamos falar de gêneros. Tolkien, Robert E. Howard, George R. R. Martin. Como é escrever sobre literatura fantástica de aventura em universos medievais sendo uma mulher? Não acha esse gênero dominado por homens?

Ana: A maior parte dos escritores é homem, existe algum machismo em escritos e imagens, mas as mulheres têm provado que podem escrever excelentes obras dentro do gênero. ​Hoje estão-se levantando questões como o fato de guerreiras sempre aparecerem seminuas, com armaduras que parecem biquinis, bem como as heroínas sempre terem de ser guerreiras ou sacerdotisas… A do Castelo é uma mestra de sagas, uma contadora de histórias, que se apaixona, se angustia, tem dúvidas, paga mico… Enfim, uma mulher comum. Olha um link muito legal sobre essa questão, um artigo da Melissa de Sá no blog Livros de Fantasia que fala bastante disso e da minha heroína, Anna de Bryke. 

Vagner: “Athelgard” e “Thorold” o que é preciso ter em mente quando se cria nomes como esses para os seus mundos de fantasia? Você tem predileção por nomes nórdicos? Por quê?

Ana: Athelgard foi criada a partir da viagem de elfos e vanir para outro mundo antes do Ragna-Rok. Lá eles encontram humanos e faz-se a mistura, mas algo da antiga tradição sobrevive, então tem muita coisa nórdica. Mas os nomes das pessoas variam muito. Nas Terras Férteis são mais nomes celtas, como Kieran, Doron e Maeve; no Leste são árabes (Naheen, Hakim) ou afrancesados​, por causa dos invasores (Cyprien, Alain, Aline); no Oeste, russos, húngaros e romenos (Gregor, Ivasha, Sandor). Os nórdicos, como Thorold e Tostig, vivem no extremo Norte. E têm os elfos, esses têm uns nomes diferentes que vão mais pela sonoridade, como Hillias, Methonas, Rydel, Zendak… 

Vagner: O que você acha de escrever para coletâneas de contos? Por que é importante?

​Ana: Gosto muito dessas coletâneas, pois é uma forma da gente treinar a escrita com um formato diferente (escrever conto é diferente de escrever romance, é outra técnica!) de conhecer uns aos outros, trocar feedbacks, apresent​ar nosso trabalho aos leitores… Para mim as coletâneas também são o lugar onde saio da minha zona de conforto, escrevendo histórias diferentes, humor, terror, ficção científica, sem falar em temáticas que não são as mesmas dos livros de Athelgard.

a_ilha_dos-_ossosVagner: Como você encara elementos abstratos como o bem e o mal em suas obras como “A Ilha dos Ossos” e “O Castelo das Águias”?

​Ana: Acho que todos temos a luz e a sombra dentro de nós. Tenho personagens muito malvados que só mostram esse lado, mas a maioria dos meus vilões é gente que faz o mal por ser egoísta, invejoso, e pode até ter boas qualidades embora não as demonstre. Dos heróis e coadjuvantes, há alguns que não são bonzinhos, mas procuram ser justos e outros que são pessoas essencialmente boas, mas capazes de mentir, cometer atos de covardia, enfim, errar, como todo mundo. Não sou maniqueísta, acho que as pessoas devem tentar ser legais e honestas, encontrar a harmonia, mas entendo que ninguém é perfeito. E quanto mais o personagem se mostra complexo, mais isso aparece. 

 Vagner: De onde veio a idei​a para “As Casas Nobres de Athelgard”? Como elas movimentam a sua trama?

​Ana: Surgiu quando estava escrevendo a segunda versão do livro. Eu já falava da nobreza élfica, resolvi organizar melhor a ideia e dar a eles uma marca visual, que é o brinco com a pedra preciosa. As Onze Cidades foram fundadas cada qual por uma dessas Casas e seus descendentes ainda são poderosos, têm complexo de aristocrata. Ao mesmo tempo que são rivais pelo poder, têm um complicado código de conduta uns c​om os outros. De qualquer forma, uma máxima é verdadeira: primeiro eles, depois os outros elfos, talvez os meio-elfos dependendo da família. Humanos são os últimos da lista.

Vagner: Tolkien escreveu romances quase sempre sobre a Terra-Média. Você acha que um escritor pode ficar preso a um mundo fictício se escrever apenas sobre o seu universo ficcional? Você acha que, com isso, o autor pode acabar escrevendo obras apenas para si?

​Ana: Pode acontecer, se for uma pessoa muito introvertida e hermética. Mas acho que o escritor que publica e interage com seu público sempre acaba pensando nele ao escrever e adaptando um pouco seu trabalho de acordo com a audiência. ​

Vagner: Cabe ao escritor escrever livros para agradar a um público ou para agradar a sua própria vontade? Os leitores devem influenciar o trabalho de criativo do artista? O que você acha?

​Ana: Como disse acima: a gente escreve porque gosta, escreve as coisas que imagina e que nos fazem sentir bem. Mas se um escritor quer ser lido ele tem de pensar no público, não aderindo a fórmulas ou tendências (“ah, gostam de vampiro, então vou escrever história de vampiro”!), mas sabendo o que vai funcionar, o que vai despertar interesse, o tipo de reação que provavelmente ele irá causar. Por exemplo, eu sabia ao publicar o Castelo que a maior parte do público seria feminino, e o livro costuma agradar mais a mulheres. Os homens que leem podem até gostar, mas são poucos e raramente são adolescentes​, que preferem histórias com mais aventuras, mais guerra e menos beijos à beira do lago. (risos) 

 Se os leitores nos influenciam? Claro que sim, eles dão ideias ótimas e muitas vezes são quem nos faz entender melhor nossos próprios personagens. Eu adoro interagir com os meus! Mas não quer dizer que vou mudar coisas essenciais na obra para agradá-los, muito menos para agradar aos críticos. 

Vagner: Elfos Brilhantes. De onde veem as referencias e ideias para as raças de Athelgard?

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​Ana: Elfos são uma constante na literatura de fantasia. Como Tolkien, eu me inspirei em mitos nórdicos, mas trabalho de forma diferente. Os elfos de Athelgard são descendentes dos habitantes de Álfheimr, um dos Nove Mundos da Mitologia Nórdica, mas já passaram por muita mistura de raça. Eles são quase humanos, só que vivem mais (não são imortais como os de Tolkien), não envelhecem fisicamente e têm algumas características diferentes, incluindo as famosas orelhas pontudas que vão surgir na mente de qualquer um que imagine um elfo.  Aliás, é coerente que sejam uma espécie bem parecida, ou como haveria meio-elfos? (risos)

Num livro mais à frente vão aparecer elfos “de verdade” que sobraram da Grande Viagem, há muitas gerações, e esses são bem diferentes, fisicamente e em termos de mentalidade, moral e objetivos.

ana_meregeVagner: Sobre seus outros livros. O que os leitores do 3 Sagas poderão encontrar em cada uma dessas obras?

Ana: ​“O Caçador”, que saiu pela Franco Editora, é uma fantasia baseada em contos de fadas, começa pelo caçador da Branca de Neve e segue a trajetória dele ao longo de várias histórias. “Pão e Arte”, da Escrita Fina, é o mais juvenil, sobre um menino saltimbanco, e também passada em Athelgard, mas com personagens diferentes do “Castelo”, à exceção de um que também aparece em “A Ilha dos Ossos”. Tenho outro livro que é uma obra introdutória sobre os contos de fadas. E tenho muitas participações em coletâneas, que são bem variadas. Dá para ler algumas obras minhas na rede, incluindo contos de Athelgard no blog do Castelo.

Vagner: Você acha que o Brasil finalmente despertou para literatura fantástica? Acha que temos um mercado esperando os autores e que é uma época boa para quem quer entrar para o mercado de fantasia?

Ana: Nunca tivemos uma época melhor para publicar e para encontrar pessoas que amem fantasia. Mesmo quem não encontra uma editora pode mostrar seu trabalho através de blogs, sites e autopublicações. Falta é mais editoras investirem em autores nacionais, como faz a Draco. Mas, com novos selos voltados para o gênero que estão surgindo em editoras grandes , espero que o panorama venha a mudar.

Vagner: Quais autores brasileiros da atualidade que você mais tem lido? Por quê?

Ana: ​Eu gosto muito de Miguel Sanches Neto, de Moacyr Scliar (já faleceu, mas ainda é contemporâneo!), de Rosana Rios, de Helena Gomes, ​de Simone Saueressig.

 Temos autores ótimos surgindo em pequenas e médias editoras que eu torço para obterem reconhecimento, como Cirilo Lemos, Camila Fernandes, Karen Alvares, Eric Novello, Eduardo Kasse, Melissa de Sá, Roberta Spindler e tantos outros. As pessoas têm de perder o preconceito contra autor nacional e contra litfan* nacional, temos grandes talentos entre nós!

NE: Abreviação de “Literatura Fantástica” (litfan).

Vagner: Deixe o seu recado para os amantes de literatura fantástica em específico para os leitores do 3 Sagas.

​Ana: Meu recado é que leiam os grandes mestres, mas prestem atenção ao trabalho dos companheiros e incentivem os aprendizes. Não tenham preconceito contra livros brasileiros, livros autopublicados, livros que falam de elfos… Leiam o que gostam, mas não digam que não gostam sem conhecer. E se não gostarem e tiverem de criticar, façam-no com respeito: um livro que você considera ruim dá tanto trabalho para escrever quanto um que você acha bom, e o autor gosta dele do mesmo jeito! (risos)

 Nota do Editor: A pedido da entrevistada, publicamos a seguir um vídeo em que Ana bate um papo bem descontraído com a autora Eddie Van Feu e fala ainda mais sobre sua vida como escritora de fantasia. O vídeo é de 2012, mas o assunto ainda é vem atual. Conheça mais sobre Ana nesse blog.

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